"Sou meio como um mosquito num campo de nudismo; sei o que quero fazer, mas não sei por onde começar." - Stephen Bayne





quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

E aquele adeus, eu não pude dar.

Escrever sempre foi minha vida, a melhor maneira de me livrar das dores ou de compartilhar a minha felicidade... a melhor maneira de explicar o que eu realmente sentia.
Há um tempo eu não vivo a minha vida, e não tenho sobre o que escrever, não tenho o que falar dela, eu não sinto, não choro, não amo ou não rio... há muito tempo, nada do que sai de mim é honesto.
Mas a vida nunca vai te deixar na mão. Se você realmente precisa que algo aconteça pra você voltar a viver, vai acontecer, por mais que isso seja ruim.
A morte da minha avó me fez voltar a escrever, e eu só percebi agora que as minhas lágrimas serviram pra alguma coisa, e que um papel e uma caneta podem afogar minhas mágoas.
Com a sua partida, eu voltei a viver, e a dar valor pra tudo a minha volta, principalmente para a incrivel união da minha familia, eu voltei a dar valor pra mim.
Comecei sim o ano com o pé esquerdo, sentindo sua falta e lamentando não ter passado seu ultimo natal te abraçando e falando besteiras que não fazem sentido nenhum...
Mas não me culpo, nem a ninguém. Sei que esse é o caminho mais difícil, mas com a sua partida, percebi que o caminho certo pode ser o mais dificil, e que a gente tem que encarar de frente o que Deus põe nas nossas vidas, e parar de fugir - que é sempre o caminho mais facil.
Obrigada por me fazer voltar a amar, a escrever, a viver.
Mas isso não é sobre mim, é sobre você.
Só que pra falar de você, eu deveria escrever um livro, e pode ter certeza, seria uma biografia cheia de defeitos, erros e mágoas, mas todos leriam, só por saber que sua historia merece ser contada.
Talvez fosse tambem uma biografia sem graça, poucas aventuras, mas muito amor.
Mas infelizmente não tem como ela ser escrita, pois não haveria fim, já que eu sei que você ainda está com a gente...
Obrigada por ser uma pessoa calma, verdadeira e simples.
Obrigada por ter iluminado nossas vidas, e por estar olhando por nós agora.

Obrigada por partir, só assim eu estaria protegida.
Te amo.

Um comentário:

Lucas von Seehausen disse...

Já dizia o poeta: "pra fazer um samba com beleza, é preciso um bocado de tristeza..."

E a alegria sempre volta!

Fico feliz que tenha voltado. Beijão.